Entender o risco de HIV: como funcionam os números

Um guia em linguagem simples sobre a probabilidade de transmissão por ato.

Quando as pessoas perguntam "qual é o meu risco de HIV?", geralmente querem uma resposta única, sim ou não. A resposta honesta é uma probabilidade, e entender como ela é construída torna a estimativa muito menos assustadora e muito mais útil.

O risco é medido por ato

Os epidemiologistas expressam o risco de transmissão do HIV como a probabilidade de o vírus passar em uma única exposição com uma pessoa que tem HIV e não está com a carga viral suprimida. São médias medidas em grandes populações, não garantias sobre um evento específico. Estimativas por ato citadas com frequência incluem:

Esses números vêm de órgãos de saúde pública como o CDC. Eles descrevem uma pessoa que tem HIV e não faz tratamento eficaz. Se a condição da outra pessoa é desconhecida, o risco real também depende da probabilidade de ela ter HIV, e é aí que entram os dados de prevalência locais.

Por que "por ato" importa

Uma única exposição de 1 em 70 não é o mesmo que dez delas. O risco se acumula ao longo de exposições repetidas, embora não por simples multiplicação, porque cada ato é uma chance independente. É por isso que nossa calculadora pergunta quantas exposições aconteceram: dois encontros idênticos têm um risco cumulativo maior que um.

O que aumenta o risco

O que diminui o risco, às vezes de forma drástica

Como interpretar uma probabilidade com bom senso. Uma porcentagem "baixa" não significa zero, e uma "alta" não significa certeza. A única forma de saber se você tem HIV é fazer o teste. Use a estimativa para decidir com que urgência agir, não como um veredito.

O que fazer com a sua estimativa

Se uma exposição recente parece relevante, as duas perguntas urgentes são: a PEP ainda pode ajudar (ela deve começar em até 72 horas e, no Brasil, é gratuita pelo SUS) e quando você deve fazer o teste. As duas são explicadas nos nossos guias complementares.

Fontes: estimativas do CDC sobre o risco de transmissão do HIV; orientações da OMS sobre o HIV; Ministério da Saúde (Brasil). Este artigo é educativo e não substitui a orientação médica.