Risco de HIV no sexo oral
O sexo oral é uma das práticas sexuais de menor risco para o HIV. O risco é tão baixo que órgãos de saúde pública como o CDC o descrevem como "baixo", em vez de darem um número exato. Os estudos estimam algo entre zero e cerca de 4 em 10 mil por ato (0,04%), e isso com uma pessoa que tem HIV e não faz tratamento.
Fazer sexo oral
Se você faz sexo oral em uma pessoa com pênis, a principal via possível é o sêmen ou o líquido pré-ejaculatório entrar na sua boca. Mesmo assim, o risco é muito baixo. Ele é um pouco maior se a outra pessoa ejacular na sua boca e se você tiver sangramento na gengiva, aftas, dor de garganta ou um tratamento dentário recente.
Fazer sexo oral em uma pessoa com vagina (cunilíngua) tem um risco ainda menor. Pouquíssimos casos já foram relatados. O sangue menstrual pode aumentá-lo um pouco.
Receber sexo oral
Ter o pênis ou a vagina na boca de outra pessoa é uma das práticas de menor risco que existem, porque a saliva não transmite o HIV. Na prática, o risco é quase zero.
Contato da boca com o ânus (beijo grego)
O risco de HIV é extremamente baixo. Outras infecções, como a hepatite A e infecções intestinais, se transmitem com muito mais facilidade dessa forma.
O que torna o sexo oral um pouco mais arriscado
- Ejaculação na boca
- Sangramento na gengiva, cortes ou feridas na boca
- Feridas ou outra infecção sexualmente transmissível nos genitais da outra pessoa
- Uma pessoa que se infectou muito recentemente, quando a quantidade de vírus é maior
E o que elimina o risco: uma pessoa com HIV que faz o tratamento e tem carga viral indetectável não transmite o HIV (I=I).
Preciso de PEP depois de sexo oral?
Geralmente não. A maioria das diretrizes não recomenda a PEP depois de sexo oral apenas, porque o risco é muito baixo. Um profissional de saúde ainda pode considerá-la em situações incomuns, por exemplo quando houve sangue e a outra pessoa sabidamente tem HIV e não faz tratamento. Se você estiver em dúvida e fizer menos de 72 horas, pergunte em um serviço de saúde que ofereça a PEP (no Brasil, gratuita pelo SUS em serviços como UPAs, prontos-socorros de hospitais, CTAs e SAEs; em Portugal, na urgência de um hospital público). Veja PrEP e PEP.
Devo fazer o teste?
Se isso preocupa você, um teste é a única forma de saber com certeza. Um teste laboratorial de quarta geração é muito tranquilizador aos 45 dias, e os testes de anticorpos, incluindo a maioria dos autotestes, são conclusivos aos 90 dias. Aproveite para considerar um exame de garganta para gonorreia e clamídia: essas infecções se transmitem facilmente pelo sexo oral. Nosso guia de testagem explica qual teste fazer e quando.